Homenagem aos russos mortos no submarino

Homenagem aos russos mortos no submarino

Poema escrito em homenagem aos russos mortos no submarino Kursk, em 2000.

Ó mar de Barents
Quantos dos teus sais
São lágrimas universais

Por te desafiarem
Quantas mães choraram
Quantos filhos em vão rezaram
Quantas noivas ficaram por casar
Por encerrares segredos nucleares em teu mar?

Valeu a pena?
Valeu a pena?
Valeu a pena?

Para o mestre português
Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena

As almas que se foram se elevaram
As almas que ficaram
Se revoltaram

Valeu a pena?
Valeu a pena?
Valeu a pena?

Quem quer entender o sofrer e entender a dor
Tem de aprender a aprender com a dor

Deus ao mar o perigo e a abismo deu
Mas nele é que espelhou o céu
Mas nele é que encerrou o seu

Túmulo russo submerso

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